Outubro 12 2009
Vitória ou derrota do PS?  O PS concelhio perderá o único deputado que tinha na Assembleia da República: o desconhecido e (com todo o respeito) “inegociável” Paulo Afonso ficou colocado na 29ª posição da lista que elegeu 19 deputados. Seria preciso que saíssem 10 para o governo, o que é mais do que improvável, para ocupar um lugar no Parlamento;  O PS voltou a ganhar a Câmara Municipal e 9 Juntas de Freguesia. Terá maioria na Assembleia Municipal. Voltou a ser o partido vencedor;  O PCP não descola dos 24/25%, que parece ser o seu máximo actual. Quem toma o PS por inimigo tem como destino ser assim tratado pelo eleitorado. Já o PSD teve um crescimento significativo de 16,37% (8429 votos em 2005) para 23,35 (12820 votos);  Mas o PS perdeu a maioria absoluta. Elegeu 5 vereadores contra 3 do PCP e 3 do PSD, partido que viu muito aumentada a representação. Não foi sequer preciso que o merecidamente eclipsado Bloco também viesse meter a colher…  Quando o PS a nível nacional subiu (de 35,84% para 37,65% entre 2005 e 2009) o PS concelhio desceu de 46,14% para 43,98%. Isto inviabiliza a teoria, tantas vezes evocada pelos principais dirigentes locais, da “culpa do governo”. Aliás, por exemplo em 2005, o PS local conseguiu um resultado dez pontos percentuais acima dos resultados nacionais nas eleições autárquicas e oito pontos percentuais acima dos resultados que obtivera no concelho para as legislativas de 2002. Se há culpados a encontrar, eles estão no concelho, em posições de responsabilidade, e não fora;  Aliás, o PS, depois de em 1997 ter ganho a Câmara à CDU com 38,5% dos votos, obteve duas maiorias absolutas (46,64% em 2001 e os já referidos 46,14 em 2005), para voltar agora a perder;  Maria da Luz Rosinha teve no Concelho menos votos (24141) do que Sócrates (25161) nas últimas autárquicas e legislativas;  Os votantes nas autárquicas foram menos cerca de 11.300 do que nas legislativas, o que revela o desinteresse dos cidadãos pela vida política local e, também, o fraco poder de mobilização dos candidatos a autarcas, Se Maria da Luz Rosinha se tivesse de defrontar com outros candidatos, como seria? Será que iremos beneficiar sempre deste avanço que os adversários nos dão ao escolher os seus candidatos?;  A diferença de votos nas listas do PS para a Câmara e para a Assembleia Municipal foi de 1455. Para a Câmara Municipal Maria da Luz obteve 43,98% dos votos enquanto José Quítalo não foi além de uns decepcionantes 41,33%. O PS não tinha melhor para apresentar ao eleitorado?;  Também ao nível das freguesias as coisas não correram bem. O PS perdeu a maioria absoluta em Vila Franca de Xira. Maria da Luz Rosinha ganha para José Fidalgo mas também para os candidatos apresentados em Alhandra, Castanheira (um “case study”), na Póvoa e em Vialonga. Mais erros de “casting” ou uma líder que ofusca os camaradas?  Não ofuscou António Inácio, que ganhou com maioria absoluta o Forte da Casa, única freguesia em que o PS subiu e aquela em que o candidato ganhou claramente à Presidente da Câmara (2728 votos para ele, 2487 para Maria da Luz). Foi o único Presidente de Junta que ousou defrontar o grupo no poder do PS concelhio nas eleições para a Concelhia, lembram-se? Agora, há que retirar as consequências de tudo isto, ou não?
publicado por cafe-vila-franca às 21:31

No Café Vila Franca, como nos cafés da trilogia de Álvaro Guerra, os personagens descrevem, interpretam e debatem a pequena história quotidiana da sua terra e, com visão própria, o curso da grande história de todo o mundo.
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