Novembro 24 2009

Depois da semi-derrota nas últimas eleições autárquicas, a actual direcção do Partido Socialista no concelho de Vila Franca de Xira parece estar a fazer tudo para perder de vez as próximas.

Sendo evidente que o PSD se tornou no único partido da oposição com capacidade para vir a disputar a liderança, aliou-se a esse partido neste mandato, não sei se subestimando as capacidades de João Carvalho ou se devido à proximadade "ideológica" entre Maria da Luz e o "centrão". A Presidente da Câmara ainda não esclareceu se vai levar o mandato até ao fim ou se prepara o lançamento de algum delfim a meio do mesmo. Em qualquer dos casos o futuro candidato ficará fragilizado pela notoriedade que será dada à concorrência. Maria da Luz Rosinha sairá assim como a única vencedora do PS na história do concelho, mas esse é um título que só lhe convém a ela.

A razão do alerta tem outros fundamentos. Se a governação do concelho tem vindo de mais a menos, algumas decisões recentes são incompreensíveis. Nomear o candidato derrotado em Vialonga como adjunto da Presidente tresanda a amiguismo. Nomear o candidato da lista para a Câmara colocado em 6º lugar para a Administração dos SMAS, depois da "semiderrota" o ter deixado de fora da vereação, não pode ser considerado se não como "empreguismo" do mesmo tipo do que levou à vereação pessoas que não têm outra qualificação que não seja a fidelidade cega em relação à líder e que não tinham outro emprego a não ser o que a integração nas listas do PS lhes ofereceu. As pessoas não são cegas e gostam pouco destas decisões moral e politicamente duvidosas.

Para colocar a cereja no bolo, na distribuição de pelouros, a educação, que tão mal tratada tem sido, foi entregue a Fernando Paulo. De mal a pior. É o reinado da ignorância e do carreirismo em estado puro.

Prometo regressar em breve com o tema da educação. Em três ou quatro posts. tantas são as coisas a dizer sobre a matéria.

Luís Capucha

publicado por cafe-vila-franca às 22:56

No Café Vila Franca, como nos cafés da trilogia de Álvaro Guerra, os personagens descrevem, interpretam e debatem a pequena história quotidiana da sua terra e, com visão própria, o curso da grande história de todo o mundo.
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