Abril 24 2010

Como todos saberão, as eleições internas do Partido Socialista para a concelhia são muito mais do que uma questão interna. Podem determinar o futuro do concelho. Dia 30 há eleições. Apresentam-se outra vez duas listas. Uma liderada por António José Inácio, que representa uma vontade de mudança na lógica e nas prioridades da acção do PS a nível concelhio.

A outra, liderada por Fernando Paulo, tem Maria da Luz Rosinha a número dois e António Galamba, que deixou de ser de Leiria e voltou a ser de Alverca, a número 4. Não é só continuidade. Revela a mudança de patrão no concelho. Do pequeno e médio construtor civil passou-se para a grande empreitada. Do mesmo, mas pior.

Engraçado é olhar para quantas pessoas nessa lista se arvoram em gente por aí - isto é, falam como se fossem pessoas que se determinam a si próprias - e depois se limitam a seguir a voz do dono. Vão para onde parece que vai o tacho. O pior é que, se essa lista ganha, duvido que os novos protagonistas sejam capazes de convencer o eleitorado a renovar a confiança no PS.

Já outras vezes disse "Oxalá me engane". Infelizmente nas outras vezes não me enganei.

publicado por cafe-vila-franca às 17:01

O que eu não sei é se entre o "aparelho" e a alternativa existe assim uma diferença tão capaz de criar rupturas entre aquele que tem sido o paradigma de desenvolvimento de VFX e aquilo que é preciso, se acreditarmos, como tenho ideia que sim, que o que é preciso não é uma gestão de intervenções casuístas, com muitos chafarizes na cartola, nem uma lógica de beija-mão que cria muitas dependências e que mata a originalidade e a massa crítica.
Não, o PS é, efectivamente, um partido internamente diferenciado, não se trata aqui de dizer que é tudo igual e essas generalizações perigosas. Mas, a nível nacional e a nível local, está à vista qual a corrente que sempre, sempre, sobressaiu - com alternativas programáticas reais, a espaços, mas que nunca se conseguiram assumir. E, desde logo, internamente. O problema, para a esquerda (principalmente aquela que conserva a esperança, que é uma definição que prefiro, comparando com a estranheza que outros têm quando ainda a vêem por este pedaço da história) não é a esquerda do PS,com quem se podem estabelecer diálogos profícuos, mas é acreditar que o PS ainda se consegue estruturar à esquerda.
Nesta situação concreta, nem o Forte da Casa é um esplendor, nem o seu presidente de Junta se tem afastado daquelas que são as posições "permitidas", bastando escutar, para isso, a sua última intervenção a Assembleia Municipal. Com essa apologia do trabalho do PS no Concelho e do seu próprio trabalho no Forte, talvez tenha chamado algumas consciências à sua intervenção, mas para a generalidade das pessoas fez exactamente o mesmo que fazem os "outros", talvez até os "outros todos", o que, terminando, não permite a distinção entre uma alternativa programática objectiva e uma luta de egos e protagonismos, tão ao jeito do que tem sido a história do PS. Pelos "outros todos", e infelizmente para VFX, talvez nem se distingue uma alternativa de governo...

Abraços.
Luís Capucha Pereira a 30 de Abril de 2010 às 00:15

No Café Vila Franca, como nos cafés da trilogia de Álvaro Guerra, os personagens descrevem, interpretam e debatem a pequena história quotidiana da sua terra e, com visão própria, o curso da grande história de todo o mundo.
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