Março 13 2010

Uma casa cheia no debate sobre a pobreza organizada pela secção cultural da UDV e três casas cheias no Forte da Casa em debates organizados pela secção local do Partido Socialista (sobre emprego e desemprego, acção social e planeamento urbano), mostram que se as organizações da Câmara e das suas estruturas primam pela ausência de público isso não se deve ao comodismo das pessoas, mas à falta de interesse dos temas que a edilidade e os seus comandados escolhe. Parece que são eleitos apenas temas que pouco dizem às pessoas e assim elas não vão. É normal. Não tivesse a Câmara Municipal ou a Comissão Política Concelhia do PS medo dos cidadãos e do debate aberto de ideias sobre as matérias relevantes, e veria como o debate, tão urgente no concelho, colheria grande adesão.

 

Na sua entrevista a Edite de Sousa o Presidente da República utilizou uma expressão que, dita por qualquer membro do governo, faria cair o Carmo e a Trindade. Comentando a (im)possibilidade de dissolver a Assembleia da República, disse que isso só poderia acontecer em casos muito especiais. E utilizou uma metáfora: essa arma é como uma bomba atómica, só se pode usar em condições muito, muito excepcionais. Mas, ficamos a saber, Cavaco Silva acha que as armas nucleares não são para destruir, porque podem existir circunstâncias que exijam a sua utilização!

 

A ministra da Cultura Gabriela Canavilhas publicou um despacho que cria a secção tauromáquica da Comissão Nacional de Cultura. Um acto de mera rotina legal. Suficiente para levantar a sanha persecutória dos totalitários do costume. É dever de todos os amamtes do direito à identidade cultural, em nome da justiça, defender a Ministra dos ataques que tem sofrido.

 

Desabafo: e agora que a nova Vila Franca ficou debaixo de água, quais vão ser os planos dos nossos urbanizadores? Criar a "Nova Veneza"? Há autarcas que até já trataram de arranjar os barcos...

publicado por cafe-vila-franca às 12:19

No Café Vila Franca, como nos cafés da trilogia de Álvaro Guerra, os personagens descrevem, interpretam e debatem a pequena história quotidiana da sua terra e, com visão própria, o curso da grande história de todo o mundo.
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